Depois de um período (semi) sabático, em meio a muitas mudanças e reviravoltas (da vida e da mente), 2026 marcou a Plazafire pela decisão de mergulhar em apneia em tudo aquilo que se possa imaginar – pensamentos, letras, gravações, produção – tudo nós por nós mesmos, superando desafios e aceitando o que não estava em nosso controle. Desse “shake” de incertezas, angústias, com pitadas de fé, nasceu nosso primeiro disco: áspero, ácido, árido e visceral, verdadeiro e real, com erros e acertos, como deve ser quando feito por seres humanos para seres humanos.

Quando se ouve relatos de experiências de quase morte, quase sempre ouvimos histórias sobre uma luz intensa que inunda e preenche tudo aquilo que já existiu, enquanto a vida toda passa diante dos olhos, se esmaecendo e apagando lentamente, mas e quando somos chamados de volta a vida? Por quantas vezes estamos vivos no papel, produzindo e sendo “úteis” para a sociedade, enquanto estamos semi-mortos por dentro, torcendo para a luz nos engolir e o fim nos levar.
Essas músicas são sobre sofrimento comum, cotidiano, sobre sobreviver em meio ao ódio e a indignação, enquanto cumprimos a nossa “função” na sociedade: levantar, ir trabalhar, voltar, dormir, repetir indefinidamente até ocasionalmente ser tarde demais pra se arrepender…

SILÊNCIOS INCESSANTES – EM BREVE